A história de amor do Taj Mahal

O Taj Mahal é um dos símbolos da Índia e uma homenagem a um grande amor. Localiza-se no estado de Uttar Pradesh, na cidade de Agra, junto à margem do rio Yamuna.

A história começa com um príncipe que se enamorou de uma princesa, com quem veio a casar. A princesa chamava-se Arjumand Banu Begum, mas acabou por ser conhecida por Mumtaz Mahal, que significa “A eleita do palácio”, pois era a esposa preferida do Rei (de entre várias). Este era chamado de Shah Jahan bahadur, “O Rei do Mundo”, pelo reconhecimento da sua bravura militar.
Quando tinha 39 anos a Rainha morreu no parto do seu 14º filho. Porém, antes de morrer, terá dito que gostaria de descansar num grandioso mausoléu. E desta forma o Rei mandou edificar o complexo do Taj Mahal em homenagem à sua esposa favorita.

Na construção do mausoléu foi utilizado mármore branco e várias pedras semipreciosas nele incrustadas. Foi construído com a supervisão do Rei, entre 1631 e 1652 por mais de 20000 trabalhadores.
O mármore branco utilizado foi quase totalmente trabalhado com desenhos e passagens do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos. A cúpula do mausoléu com 25 metros e um formato bolboso é a estrutura que mais se destaca.

O Rei pretendia mandar construir o seu próprio mausoléu do outro lado do rio, mas esta obra nunca chegou a ser realizada.

Quando perdeu o poder foi encarcerado e após a sua morte colocado também no Taj Mahal, passando então a encontrar-se os restos mortais de ambos no mausoléu.

De acordo com a lenda o Rei mandou cortar a mão direita ao responsável pela construção do mausoléu, para que não fosse possível construir nada igual…
Embora o mausoléu seja o edifício principal, atualmente existe ainda:

  • Portal principal: é também chamado de “Portão do Paraíso”, pois simbolicamente representa a entrada no mundo espiritual;
  • Jardim: existe um jardim com 320 x 300 metros entre o portão principal e o mausoléu. Está separado em 4 áreas por canais de água. Para os muçulmanos o jardim representa o paraíso imaginário;
  • Mesquitas: existe uma mesquita num dos lados do Taj Mahal virada para Meca e uma outra que é uma réplica, que terá sido construída para manter a simetria que existe no complexo;
  • 4 Minaretes em volta do mausoléu: para a chamada dos fiéis à oração;
  • Muralha nos 3 lados do complexo, com 8 torres de vigilância.

O Taj Mahal é realmente um local lindíssimo e uma bela e trágica história de amor… Aconselho visitar em alturas diferentes do dia, para ver as várias tonalidades que adquire com a variação da luminosidade.

24 comentários em “A história de amor do Taj Mahal”

  1. Lindo!! Que “lembrancinha” mais romântica e imponente! Vejam só o tamanho das pessoas na foto… parecem formigas! Ao vivo deve ser qualquer coisa!

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    • Olá Marta 🙂 É emocionante sim. Entrar no portão principal, ver aquele jardim magnífico e o mausoléu lá ao fundo… Vale mesmo a pena! A história de amor é bonita mas dramática, por ter tido um fim triste. Aproveito para dizer que acho fantástico e desafiante o seu projeto de ter um blog com mais 3 pessoas. Beijinho!

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  2. Bem, este sítio é daqueles que está no meu imaginário há muito, muito tempo, às vezes quando temos um sítio assim e depois nos deparamos com ele podemos desiludir-nos porque a expectactiva está ao mais alto nível e vemos fotos e mais fotos, mas julgo que aqui isso não acontecerá. Obrigado Catarina pelas informações !!

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    • Olá Francisco 🙂 Há alguns locais assim, concordo. Por vezes temos uma expetativa enorme e depois não é bem assim… (pelo menos na nossa opinião, claro). Mas sinceramente o Taj Mahal acho que não vai ser um desses casos. Acho que vai gostar muito de o ver. Fico contente que tenha gostado da informação.

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  3. Deve ser de uma grandiosidade tremenda, nas fotos devemos ter uma pequena noção do que será na realidade. Sem dúvida uma história de amor. E imagino que a quantidade de visitantes e turistas também seja impressionante. Beijinhos

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    • Olá Sónia 🙂 É grandioso e imponente sem dúvida. Tive a primeira imagem a partir do terraço do hostal onde fiquei. Ver de perto foi incrível. É uma bela história de amor e um lindíssimo monumento. Aproveito para dizer que gosto muito das suas dicas before i die (e restante blog!). Beijinhos

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    • Olá Diana 🙂 A Índia realmente é uma grande viagem. Até agora foi a melhor da minha vida. É fantástico sim, mas também há aspetos que não foram fáceis de ver, tais como a poluição ou e a pobreza extrema. Aterrei em Delhi e depois Jaipur, Jodhpur, Agra, Varanasi e Sarnath. Ainda falta conhecer muitas outras cidades da Índia. Vou voltar, tenho a certeza!

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  4. Que história! E quanto trabalho está ali espelhado! É de facto um dos monumentos que tenho muita curiosidade de visitar e ver de perto! Fica para a próxima visita a Índia. 😀

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  5. Tenho ainda bem presente na memória a beleza do Taj Mahal, já que faz agora 2 meses estava lá. É um edifício deslumbrante, envolto nessa bela história de amor que contas e com pequenos detalhes na sua arquitectura que o tornam único. Tenho no entanto a dizer que não apreciei particularmente a minha visita ao Taj, por várias razões: estava a recuperar de uma intoxicação alimentar que me tinha atacado em força no dia anterior, a temperatura estava bem próxima dos 50º à sombra e, o guarda aos gritos para tentar orientar o visitantes pouco disciplinados no seu interior, fez com que não me detivesse por lá muito tempo…

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    • Olá Samuel 🙂 Eu quando lá estive apanhei um valente escaldão na sola dos pés. Como tive de me descalçar para entrar e a temperatura também devia estar à volta dos 50ºC, fiquei mesmo aflita!

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  6. A história do Taj Mahal é tão bela quanto a própria estrutura! Uma das construções mais belas do mundo, na minha opinião!
    Está na minha wishlist de lugares a conhecer nos próximos 3 anos!
    Adorei o post!

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  7. Aí que triste essa história, e que lindooo ao mesmo tempo. Tenho muita vontade de conhecer o Taj Mahal. Só não tive coragem de ir para a Índia ainda. Mas tá na lista!

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