10 locais a visitar numa roadtrip de 3 dias na Beira Baixa

Na zona centro de Portugal existe uma região belíssima, com paisagens ora verdes e montanhosas ora com grandes planícies a perder de vista e com uma riqueza cultural e histórica de milhões de anos. É a nossa Beira Baixa.

A área que ocupa é grande, sendo composta por seis municípios (Oleiros, Castelo Branco, Penamacor, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova) e tem muito por explorar, de acordo com aquilo que for mais importante para cada visitante, sendo por isso possível de ser vivida de diferentes formas. Um dos percursos possíveis é o que fiz a convite do Turismo do Centro, com outros bloggers de viagem da Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, onde explorámos em conjunto 10 locais que a seguir destaco.

1 – Idanha-a-Velha a iniciar a roadtrip

A roadtrip pela Beira Baixa teve início em Idanha-a-Velha, que se localiza num dos dois municípios da região mais “encostados” à vizinha Espanha. Idanha é uma belíssima Aldeia Histórica que foi fundada pelos romanos e ao longo dos anos subsequentes foi ocupada por vários povos, tais como por exemplo os visigodos, os suevos, os muçulmanos e os templários. Há por isso por aqui uma enorme mistura de vestígios e reminiscências de várias épocas e estilos, aos quais devemos estar atentos.

Quando chegamos à aldeia a primeira estrutura que observamos é a Porta Norte construída na época romana, que servia de acesso. É imponente e faz imaginar os muros robustos que a povoação teria à sua volta. Uns metros mais à frente chegamos a um largo onde rapidamente se destaca uma árvore e umas mesinhas no exterior em jeito de esplanada. Aqui fica um dos restaurantes mais interessantes da Beira Baixa ou até mesmo de Portugal, diria eu.

Quem está por detrás deste projeto é Maria Caldeira de Sousa, uma simpática chef, que dedica a sua vida ao estudo da alimentação de outros tempos, da época dos romanos e à elaboração de pratos inspirados nesse povo. Almoçar por aqui é além de delicioso uma experiência imersiva na história de Idanha-a-Velha.

Beira baixa
Idanha a velha

Seguimos (mas já depois de almoço…). Temos ainda muito que ver. Várias capelas, igrejas, o forno comunitário, a ponte romana, o pelourinho e a torre dos Templários. Na viagem não se esqueça de se deixar envolver pelos “bons dias” ou sorrisos de quem está à porta de casa, disponíveis para ter dois dedos de conversa. Haverá melhor maneira de tocar na alma dos locais por onde passamos do que nos deixarmos envolver com as pessoas, com as suas histórias e as suas vivências? 

2 – Penamacor

A meia hora de viagem de Idanha-a-Velha a nossa roadtrio leva-nos a Penamacor, vila onde se destacam dois pontos mais altos, sendo um deles o local onde se encontram os vestígios do castelo, que se vêm de toda a povoação. Deste, de origem provavelmente Templária, não resta muita coisa, apenas a majestosa Torre de Menagem.

Beira Baixa
Penamacor

Perto da porta de acesso existe um pequeno local, quase que miradouro, de onde se contempla uma paisagem belíssima.  Aqui os olhos perdem-se por um vasto território que vai desde a Serra da Estrela até à vizinha Espanha. Se a Torre estiver aberta depois de contemplar a vista, não deixe de visitar o Centro de Interpretação do Castelo. Eu não conheço, mas pelo que li, acredito que valha a pena.

Além da Torre de Menagem podemos encontrar ainda alguns vestígios antigos, tais como o Poço d’El-Rei, a torre do relógio e a porta de acesso para a vila. Nas ruas mais próximas desta zona ainda se consegue perceber o traçado urbano medieval, tal como acontece por exemplo na Rua de São Pedro. Tal como Castelo Branco e outras povoações da região, Penamacor já foi uma povoação muralhada e juntamente com outras fortalezas aqui à volta já teve grande importância na defesa do nosso país.

Do outro lado da vila de Penamacor encontra-se o Convento de Santo António, igualemente numa zona mais elevada. Foi construído no século XVI por Gaspar Elvas de Campos, fidalgo da Casa Real e Alferes-mor de Penamacor e destinado aos Frades Capuchos de São Francisco. Este local foi então ocupado por uma comunidade religiosa até passar a ser hospital e em 1946 espaço da Santa Casa da Misericórdia.

É possível visitar a igreja e o seu teto de caixotões em talha dourada e de várias cores, o coro alto e o claustro. Embora pertença à Misericórdia terá sempre alguém disponível para lhe mostrar este espaço secular.

3 – Monsanto

E no segundo dia começámos a roadtrip pela beira Baixa em Monsanto, eleita no ano de 1938, a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal num concurso promovido pelo Estado Novo. Ergue-se imponente e majestosa no alto de um monte que se destaca na paisagem maioritariamente plana ao seu redor. É um monte-ilha, ou seja, uma estrutura de granito que se “impõe” na paisagem e que vem sendo trabalhada pela erosão ao longo dos últimos 250 milhões de anos. Não me lembro de ter reparado neste contraste tão grande de paisagem em visitas anteriores. Que bom que já percebi agora.

No topo da elevação escarpada encontra-se o castelo que noutros tempos já teve uma enorme importância na defesa do país que era Portugal na época dos Templários. A vista a partir daí é incrível pelo que é obrigatório ir até lá, percorrendo a pé toda a subida, acompanhando o ligeiro serpentear das ruelas empedradas. É preciso subir com tempo, para que seja possível ir conhecendo alguns locais relevantes, dar dois dedos de conversa com os locais e para descansar… 

No caminho há várias igrejas e capelas para conhecer, solares, a casa do carrasco, um ou outro chafariz, uma gruta e as antigas casas onde permaneciam algumas temporadas os conhecidos Zeca Afonso e Fernando Namora. Mais próximo do castelo, já afastados da zona habitacional, mesmo quase a chegar aos últimos metros de declive, encontramos as furdas, que eram os locais onde os habitantes guardavam os porcos. Hoje em dia estão vazias, mas pelo que percebi ainda são utilizadas de forma pontual. 

Desde estas estruturas em pedra onde permaneciam os porcos até ao topo é um instante, sendo necessário um último esforço para contrariar a inclinação que parece cada vez maior. Chegado ao Castelo é hora de sentar e contemplar a monumentalidade da mãe natureza. Estamos a um pouco mais de 750 metros de altitude que parece imenso tal é contraste com o planalto que nos envolve. 

4 – Penha Garcia (Geopark Naturtejo)

“Ao lado” do monte-ilha da aldeia de Monsanto (a dez quilómetros de distância) ergue-se uma outra estrutura imponente, chamada Penha Garcia. Da mesma forma que a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal se destaca de imediato numa vasta planície, também tal acontece com esta aldeia de Penha Garcia. São ambas imponentes e fascinantes de conhecer.

Foi pelas condições que foram encontradas aqui em Penha Garcia que nasceu o Geopark Naturtejo, o primeiro a ser reconhecido como tal em Portugal. E tudo se deveu à descoberta de uma coisa chamada trilobite, que eu tinha ouvido falar pela primeira vez quando estive no Arouca Geopark. Sabia eu que estes duas regiões estavam ligadas de um certo ponto de vista.

Para percebermos a importância da existência de algo com um nome tão estranho para a maioria de nós, é preciso recuar 480 milhões de anos, a um tempo tão antigo que ainda nem tinham aparecido os nossos conhecidos dinossauros. Nessa altura Penha Garcia ficava na margem do supercontinente Gondwana e era banhada por um mar pouco profundo. Nesse mar viviam uns animais marinhos denominados trilobites. A terra mudou, as placas tectónicas mexeram-se, mas ficou a presença de rochas que estavam no fundo do mar e o vestígio do movimento desses animais marinhos.

O melhor sítio para observar as formações rochosas quartzíticas é a partir do Castelo ou da zona próxima dele e que está virada para a Praia fluvial. Repare nas enormes rochas que estão à sua frente, mesmo ao lado da barragem, e nas suas marcas de ondulação marinha.  O que é uma elevação hoje já foi o fundo do mar “ontem” e até é quase possível ver as ondas. Digam lá se isto é ou não é impressionante!

Agora é imprescindível descer dessa parte mais alta em direção à Praia Fluvial e encontrar os vestígios das trilobites que parecem “cobras pintadas” (procure o PR3 – Rota dos Fósseis). Esses rastros são as marcas dos percursos que esses animais marinhos faziam em busca de alimento. Por vezes aparecem no pavimento que pisamos, outras vezes nas rochas. É preciso estar atento.

Se tiver curiosidade em conhecer os fósseis dos animais marinhos propriamente ditos, tem de rumar a norte, até à região de Arouca, que estava submersa pelo mar e visitar o Museu dos Trilobites. Quando lá estive ficou por ver, mas da próxima vez não perco.

É neste contexto que surge um pequeno paraíso escavado nas rochas chamado Praia fluvial de Penha Garcia. À medida que nos deslocamos para lá e vemos o que mais parece uma piscina natural, é impossível não ter uma sensação de deslumbramento. As rochas altas, a cascata sobre a água, as pequenas casas de pedra e os moinhos antigos que estão próximos constituem “pormenores” que fazem com que toda a envolvência seja perfeita.

Em redor da “piscina” existe pedra no chão e algumas árvores que dão uma boa sombra. Uns metros mais afastado da zona de banhos encontramos uma pequena área com relva onde se pode estender a toalha num piso mais confortável.

A boiar na água está uma trilobite de brincar como que a relembrar o passado da região e o facto de ter sido o sítio onde o Geopark Naturtejo nasceu.

5 – Centro de Interpretação do Bordado

Seguimos a roadtrip da Beira Baixa, do município de Idanha-a-Nova para Castelo Branco, caminhando aos poucos para oeste. Este trajeto demora cerca de uma hora, com algumas curvas mas com uma beleza ímpar.

Eu não fazia ideia, mas o bordado que se faz no distrito de Castelo Branco é único dentro deste tipo de manufactura em Portugal.  E a pergunta que se coloca é (pelo menos para mim): porquê Castelo Branco? Que condições levaram a que esta arte seja aqui tão peculiar do resto que se faz em Portugal? É tudo isso que se descobre no Centro de Interpretação do Bordado, em plena Praça Camões, onde se encontram hábeis bordadoras a perpetuar este legado.

Por um lado, há que pensar na questão econômica, ou seja, nos materiais necessários para a execução desta arte. Tinha de haver de alguma forma, “facilidade” em obter os materiais necessários à execução do bordado. Vim a descobrir nas instalações do Centro que existia na zona a prática de cultivar linho e também uma densidade considerável de amoreiras, o alimento preferido dos bichos-da-seda. Linho e seda. Aqui está. Agora falta perceber mais sobre a temática que caracteriza este bordado.

O bordado de Castelo Branco caracteriza-se por alguns motivos ligados à fauna e flora, entre outros, mas pelo que percebi o que o torna especial é o que essas figuras bordadas de forma minuciosa podem representar, de acordo com o local onde o linho seria colocado. O cravo por exemplo tem um significado ligado à virilidade, a tulipa à riqueza e ostentação e o vaso com duas asas à fecundidade. 

Podemos encontrar bordado em toalhas de mesa ou almofadas por exemplo, mas a peça mais conhecida são mesmo as colchas que as mães faziam para as suas filhas quando estas se casavam. Nestas colchas “de noivado” era comum encontrar figuras aos pares, que representavam o casal e que teriam algum significado ligado à felicidade, amor ou fertilidade. 

Mais recentemente o bordado já “saiu” do tecido, espalhando-se pela cidade de Castelo Branco. É já uma manifestação artística presente na moda, nas fachadas de edifícios na calçada portuguesa.

6 – Museu Cargaleiro

Pertíssimo do Centro de Interpretação do Bordado, a uns curtos cem metros de distância, encontra-se um outro local incontornável da Cidade de Castelo Branco. É o Museu Cargaleiro que eu também ainda não conhecia.

O mestre Manuel Cargaleiro é um pintor e ceramista português que nasceu em Vila Velha de Ródão há 94 anos. Em 1990 criou a Fundação Manuel Cargaleiro com o objetivo de  abrir um museu e expor tanto o seu acervo artístico como também o que foi adquirindo ao longo dos anos. Ele pretendia que a comunidade local e todos os outros visitantes que visitassem o espaço tivessem contacto com este espólio.

O Museu encontra-se dividido em dois núcleos, um antigo palacete conhecido como o “Solar dos Cavaleiros” e um edifício moderno deste século. É interessante começar pelo mais antigo, conhecer  a cerâmica de Coimbra ou a que era conhecida como Ratinha (a expressão “ratinho” está ligada aos camponeses beirões) e seguir cronologicamente no tempo até obras muito mais recentes feitas pelo mestre ou por outros artistas como Pablo Picasso.

Quando sair do edifício mais recente e chegar ao largo suba as escadas. Lá no topo vai ver uma obra muito bonita no pavimento em calçada portuguesa a fazer lembrar os motivos do Bordado de Castelo Branco.  

7 – Portas de Ródão

De Castelo Branco seguimos para as incríveis Portas de Ródão, um geomonumento classificado pela UNESCO e considerado Monumento Natural que fica em Vila Velha de Ródão. Para apreciar este local é muito interessante subir até ao Castelo do Rei Wamba e também fazer um percurso de barco pelo rio Tejo.

O castelo do Rei Wamba está sensivelmente alinhado com as portas de Ródão e relativamente próximo desta ocorrência geológica natural. É possível então ter daqui uma perspetiva espetacular do curso do rio mais largo e perceber que nas portas há uma aproximação de ambas as margens.

10 locais a visitar numa roadtrip de 3 dias na Beira Baixa
Castelo do Rei Wamba e Portas de Ródão

10 locais a visitar numa roadtrip de 3 dias na Beira Baixa

Nessa zona de estrangulamento de “apenas” 45 metros de largura encontra-se a maior comunidade de grifos de Portugal. Estas aves são os maiores abutres que podemos encontrar na Europa e é aqui nestas escarpas que encontram uma zona segura para colocarem os seus ninhos, longe de eventuais predadores ou outro tipo de ameaças. Os grifos podem ter entre um e três metros de envergadura, têm um voo majestoso e altivo (pelo menos para mim), aproveitando as correntes de ar para planar. A sua existência e atividade conferem um carácter ainda mais incrível a este cenário.

Descendo da torre do Castelo do Rei Wamba é uma boa ideia deslocarmo-nos até ao miradouro de base metálica que se encontra uns metros mais à frente, em direção às portas de Ródão. Aqui é uma boa oportunidade para sentar um bom bocado, apreciar o espetáculo criado pela mãe natureza e observar o voo silencioso dos grifos.

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Castelo do Rei Wamba e Portas de Ródão do rio

Mas é hora de apanhar o barco, deslizar pelo rio Tejo e atravessar as Portas. Partimos então do cais de Vila Velha de Ródão e minutos depois o barco aproximou-se da zona “apertada” do rio e  senti um vento um pouco mais forte e ainda fresco da manhã. O Sr. Eduardo abrandou para permitir observarmos em detalhe e usufruirmos de mais tempo nas Portas e o que me chamou mais à atenção, além da óbvia imponência das escarpas, foram os grifos bebês nos ninhos a uns metros da superfície da água.

Depois das Portas a largura do curso do rio alarga novamente e o nosso olhar deixa por instantes de estar virado para cima e passa para um plano inferior, para os braços serpenteantes do rio,  para a “ilha” mesmo ao nosso lado e também para algumas cegonhas aqui e ali.

O barco deu a volta e passámos novamente pelas Portas de Ródão. Bolas, como isto é bonito.

8 – Cascatas Fraga de Água d´Alta

Começo por dizer que as Cascatas da Fraga da Água d’Alta do Orvalho, no município de Oleiros, são as maiores e as mais espetaculares quedas de água de toda a região da Beira Baixa. E tudo isto já torna este local bastante interessante como eu pude comprovar! Mas há mais.

É um dos geomonumentos do Geopark Naturtejo, o primeiro território que combina a protecção e promoção do Património Geológico com o desenvolvimento local sustentável no nosso país.

As Cascatas são constituídas por três patamares e encontram-se inseridas na Georota onde as Cascatas da Fraga da Água d’Alta. Eu estive no patamar onde a queda de água tem 15 metros, que acaba por ser a mais conhecida. Para aceder a este local é apenas preciso descer um pouco mais de 200 degraus de uma escada que se encontra logo junto à estrada. É bastante simples e rápido de chegar.

A queda de água que vi é de facto muito bonita e cativa desde o momento em que começamos a descer as escadas de madeira. Todo o cenário verde envolvente é imponente e a pequena “piscina” que a água forma quando cai disparada de uma parede rochosa é belissíma. É sem dúvida um sítio muito bonito que convida ao passeio e à contemplação.

Mas vi apenas uma pequena parte da região, pelo que fiquei com imensa vontade de regressar com mais tempo para percorrer toda a Georota do Orvalho e explorar a área envolvente da queda de água onde eu estive. O trilho (Georota) tem 8,9 quilómetros, está classificado como difícil e tem uma duração média de três horas e meia. Da próxima não escapa!

9 – Roteiro de Arte Experimenta paisagem

10 locais a visitar numa roadtrip de 3 dias na Beira Baixa

Mas não só de património natural vive Oleiros. Há projetos muito interessantes, tal como o Vale de Moses, um local mais do que referenciado na imprensa como para a realização de retiros e o roteiro de arte Experimenta Paisagem. Este projeto em especial abrange não só Oleiros mas também a vizinha Sertã e Proença-a-Nova e tem como objetivo fazer da região do Centro um destino internacional de arte na paisagem.

Uma das obras que pode ser observada encontra-se na ribeira de Oleiros, a uma curta caminhada a pé do hotel Santa Margarida.

10 – Centro Ciência Viva da Floresta, o fim da roadtrip

A terminar esta roadtrip pela Beira Baixa e já a caminho de Lisboa, terminámos no Centro Ciência Viva da Floresta de Proença-a-Nova. Este Centro faz parte de uma rede de 21 outros Centros Ciência Viva que existem espalhados por Portugal e que têm como objetivo levar a cultura científica a toda a população portuguesa, tanto a jovens como também a adultos. Neste Centro de Proença-a-Nova o tema principal é a floresta, dado este município português ser um dos que mais fixa dióxido de carbono, o que está ligado à sua grande densidade florestal. Não fazia ideia deste facto.

10 locais a visitar numa roadtrip de 3 dias na Beira Baixa

Aqui existe uma exposição permanente onde são abordados temas ligados a vários aspetos tais como o tipo e o aroma das árvores, aos seus anéis e a sua composição, à densidade da madeira, ao ciclo da água, à atmosfera, aos incêndios e muito mais. O conteúdo é muito interessante tanto para adultos como para crianças, até porque o guia que faz a visita possui uma enorme capacidade de adaptar o seu discurso ao seu público. De qualquer forma existem vários equipamentos que prendem de imediato o público mais infantil como por exemplo uma máquina de levantar madeira, uma “pequena fábrica” que simula o processo de produção de lápis ou um microscópio que permite observar a composição de algumas folhas de árvores. 

Na parte exterior existe um charco que pode ser visitado por todos, não sendo necessário adquirir bilhete. Este local é um laboratório experimental que pretende mostrar e valorizar este tipo de ecossistemas. Tanto aqui como no interior, qualquer um de nós aprendeu várias coisas sobre a natureza.  

Um muito obrigada ao Turismo do Centro que foi responsável pela organização desta blog trip de 3 dias pela Beira Baixa. Como sempre, os meus comentários são independentes.


Informação prática

Como chegar e se deslocar

Para fazer esta roadtrip pela Beira Baixa e passar pelos 10 pontos que eu visitei, o ideial é fazê-lo de carro, uma vez que a grande maioria dos locais não são em zonas “centrais” e acessíveis de transportes públicos por exemplo. Claro que em alternativa pode utilizar bicicleta, trotinete, arriscar uma boleia ou até mesmo contar apenas com os seus pés 🙂

Se precisar de alugar carro compare os preços e as várias possibilidades em Rentalcars. Sempre que alugo é aqui que vejo.

Onde dormir

Neste percurso de três dias e duas noites fiquei a dormir em dois locais que recomendo. A primeira noite foi passada no hotel Fonte Santa, quase “ao lado” das Termas de Monfortinho. Este alojamento elegante e confortável está inserido numa paisagem muito bonita, que permite por exemplo terminar o dia num terraço muito interessante, perto da piscina com uma paisagem verde e montanhosa.

No dia seguinte dormi em Castelo Branco, no Mélia, onde eu já tinha estado algumas vezes anteriormente. Gosto sempre de ficar neste hotel, igualmente confortável e elegante tal como o Fonte Santa da noite anterior. A vista é igualmente incrível. Afinal de contas o hotel é vizinho do Castelo.

Onde comer

A comida foi uma parte importante da roadtrip, uma vez que tive oportunidade de ter experiências com grande qualidade e muito ligadas às tradiçoes da terra, o que torna tudo muito mais interessante.

Eis as experiências:

  • Casa Velha Fonte, em plena Aldeia de Idanha-a-Velha e experimentei pratos maravilhosos pela mão da chef Maria Caldeira de Sousa, inspirados na época dos romanos;
  • Cabra Preta de Castelo Branco onde provei entre outras maravilhas, uma sopa que já ganhou um prémio no Festival de Sopas de Idanha;
  • Adegas dos Apalaches, de Oleiros, uma instituição para apreciadores de cabrito estonado em especial!
  • Pic nic em pleno Parque Icnológico de Penha Garcia, servido na íntegra pela Geocakes, com produtos de grande qualidade que demonstram uma forte ligação à Beira Baixa e às suas tradições;
  • Papa Figos (Restaurante do hotel Fonte Santa) num belo fim de tarde, com uma vista maravilhosa para terras do Geopark Naturtejo.

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